04 maio 2017

Vamos falar sobre quarto compartilhado?

Café na Toca | Pessoalidades | Planejando o espaço

A maioria das pessoas possuem opiniões pré-concebidas sobre a adoção de quarto compartilhado. Alguns apoiam e outros condenam esse arranjo do sono familiar. Eu também tinha.

master-bedroom-crib-master-bedroom-and-nursery-combo-angel-wings-over-bed-1-225x300

Os que defendem, normalmente, destacam a questão da praticidade – especialmente à noite, em meio à rotina sem fim de cuidados com um bebê recém- nascido- e do reforço do vínculo afetivo, ao manter o bebê junto aos pais.

Os que condenam, normalmente destacam os impactos de um bebê no quarto dos pais sobre a intimidade do casal- com possíveis consequências até mesmo sobre no futuro do casamento- e a ressaltam a questão da possibilidade de dependência emocional dos filhos em virtude dessa situação de forma prolongada.

O assunto divide opiniões de pais e especialistas. O que você acha?  Vamos conversar sobre isso? 

Quem me acompanha aqui na Toca sabe que uma das principais razões de eu ter decidido criar o blog foi ter uma fonte inesgotável de inspiração. Desde o começo, a ideia sempre foi inspirar e ser inspirada por cada um de vocês.

Por isso, foi com uma imensa alegria que recebi a mensagem da Renata sobre quarto compartilhado, um assunto que, até então, eu ainda não havia pesquisado a fundo…

“(…) Gostaria de saber se vc tem dica pra quarto compartilhado. Menina de 19 meses dorme comigo e em setembro terei um menino. Pensei numa caminha pra ela e berço pra ele, porém continuaríamos em quarto compartilhado. O que vc acha ?! “

Como sei que a prática muitas vezes é bem diferente da teoria, depois que me tornei mãe, sempre tento buscar a minha experiência pessoal para começar a pensar na situação.

Quando engravidei, estava certa de que minha filha só dormiria no meu quarto nos primeiros meses. Antes mesmo de engravidar, li o best sellerCrianças Francesas Não Fazem Manha” e ainda estava sob influência do livro. Apesar de não concordar com algumas coisas, de modo geral, eu concordava que, para o bem estar de todos, após os primeiros 6 meses, os pais deveriam ser fortes e “treinar” seus bebês para se adaptar à rotina da família, não o contrário.

quarto-compartilhado-pais-bebe3-300x200

Assim, eu tinha muito clara a ideia de que minha filha iria para o quartinho dela assim que nós nos sentíssemos mais seguras. Dei sorte. Isso aconteceu aos 5 meses.

Ela se adaptou muito bem ao seu quarto e, até hoje, nunca chorou rejeitando sua cama e querendo dormir no nosso quarto. Como ela dorme muito bem em seu quarto a noite toda, hoje damos graças por ter adotado essa prática logo após a fase inicial dos primeiros meses do bebê.

Por outro lado, preciso ressaltar que, ainda como bebê, minha filha não dormia a noite toda. Como ela mamava e acordava de uma vez a três vezes na madrugada, eu tinha que levantar e ir ao seu encontro dar o peito.

Sim era cansativo. Mas, apesar de não ser uma situação confortável, por sorte, isso não chegou a ser um  problema realmente grande para mim pois sempre dormi pouco. Mas tenho amigas que tinham a necessidade de mais horas de sono e, por isso, realmente foram torturadas por essa situação. Ou seja, o impacto dessa escolha é sentido de forma diferente de família para família. 

Depois, por volta dos 11/12 meses, quando a Lola começou a andar firme, aconteceu uma coisa bem interessante. Como ela já dormia em um quarto montessoriano, com a cama na altura do chão, ela acordava e nem chorava. Já vinha sozinha mamar.

Eu deixava o ambiente preparado, é claro: as portas ficavam encostadas- com os protetores para não correr o risco de bater- e os balizadores de luz do corredor acesos entre o quarto dela e o meu. Assim, eu me sentia mais segura para deixá-la desenvolver sua autonomia, um dos pilares do método montessoriano.

Eu tenho sono leve, então, quando escutava o barulho da porta, já sabia que ela estava vindo. Eu continuava deitada, quietinha, só observando… e era sempre assim: ela vinha sozinha para a minha cama, mamava, dormia e eu a levava de volta para o seu quarto. Eu achava que ela ia cansar dessa rotina de levantar no meio da noite e logo, logo, passaria a dormir a noite toda. Não rolou. A Lola acordou para mamar até cerca de um ano e nove meses.

Mas, de todo modo, eu gostava de ver toda essa autonomia dela! Funcionou bem para nós, apesar das noites interrompidas durante todo esse tempo. Sempre a levei de volta para o quarto dela quando pegava no sono e estava tudo certo! Passou a ser uma rotina natural para mim.

Faria o mesmo com um segundo filho? Acho que sim, mas, sinceramente, não sei… Hoje, depois de tudo o que já li e conversei sobre o assunto, tenho a convicção de que não existem fórmulas. Um segundo filho talvez necessitasse de outro tipo de organização familiar, outros cuidados, outras necessidades. Só a vivência e a minha intuição me dariam as respostas que eu precisaria para saber se conseguiria fazer o mesmo com um segundo filho.

Mas hoje, eu digo que tentaria fazer o mesmo que fiz com a Lola: quarto compartilhado nos primeiros meses e, sem sofrimento,sem pressão, sem data marcada, quando sentisse segurança, tentaria passá-la para o seu quarto de forma natural.

Essa foi a minha experiência a ser compartilhada com vocês sobre o assunto. Mas para responder a pergunta da Renata, eu precisava pesquisar mais sobre o tema… E foi o que fiz.

Li o suficiente para entender que o assunto ainda divide opiniões de pais e especialistas no mundo todo.

Mas a pergunta da Rê vai além e se torna ainda mais complexa: sua intenção de quarto compartilhado vai além da fase inicial do bebê. E ela ainda traz uma outra situação: passar a dividir seu quarto com crianças de idades diferentes, sendo um deles um recém- nascido.

Como organizar esse espaço de forma que atenda a necessidade de todos da melhor forma?

0e0460c7a09a99a5f98bbe000b9e82d0-300x200

joanna-goddard-house-makeover-emily-henderson-nursery-4-240x300

A Rê pediu a minha opinião e, com a autorização dela, transformei a pergunta inicial neste post pois antes de respondê-la, gostaria de saber mais sobre experiência de vocês sobre esses temas: quarto compartilhado com pais e quarto compartilhado com irmãos de idades diferentes, sendo um deles um recém-nascido.

 Vamos pensar sobre isso juntos?  Deixe seu comentário! Compartilhe a questão! Afinal, essa é a ideia da Toca, que a gente se inspire em uma constante troca. Design com muito afeto!

Grande beijo!

Pri Guerreiro favicon

Deixe seu comentário!