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16 outubro 2017

Qual a escola ideal para o meu filho?

Criando a sua Toca | Educação e comportamento | Na Toca com a Lola

Estamos no período em que as escolas costumam iniciar o processo de matrícula para o ano seguinte. Pais de primeira viagem ou não essa é uma decisão sempre muito difícil: qual a melhor escola para o meu filho? O que levar em conta nessa escolha?

Quem acompanha no blog sabe que, por questões profissionais, tivemos que mudar de cidade algumas vezes e, por isso, minha filha já estudou em três escolas, com metodologias bem distintas: montessoriana, tradicional e construtivista.

Nesse processo, em minhas andanças pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Guarulhos em busca da escola ideal para a minha pequena, já pesquisei bastante sobre o assunto e acho que já visitei mais de 30 escolas… Por isso, neste post, eu compartilho essas nossas experiências e o que aprendi nessas minhas pesquisas pelo mundo da educação infantil para a primeira infância.

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Novos amigos, novos aprendizados, novas descobertas, novas formas de ver o mundo… Sim, é na escola que tudo isso acontece. O que se vive lá contribui para a formação de um novo ser humano e, por isso, é natural que essa escolha seja tão difícil. Uma responsabilidade enorme, que assusta mesmo!

Desse modo, conversar sobre o assunto e compartilhar experiências com quem já vivenciou esse processo é sempre bom e é a real razão deste post: um bom bate- papo sobre o assunto. Afinal, é bom relembrar: não sou uma educadora, e sim uma mãe determinada a  vencer diariamente o desafio de educar sua pequena da melhor forma possível e prepará-la para esse mundo louco em que vivemos.

Aliás, é bom retificar: prepará-la para o mundo que ela vivenciará daqui a 20 anos…

Compartilhando a minha experiência

O historiador Harari disse recentemente em uma entrevista: “Não sabemos o que ensinar aos jovens pela primeira vez na História” e compartilho completamente essa questão.  Em um mundo cada vez mais mutável, que tipo de informação uma criança hoje precisa aprender para  prepará- la para o futuro?

Mas mesmo que não saibamos o conteúdo, uma coisa é certa: O interesse e a curiosidade  de uma criança devem ser incentivados.

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 Que tipo de informação uma criança deve saber daqui a 20, 30 anos? Ainda sobre o assunto, o historiador e filósofo Leandro Carnal se posiciona de uma forma que corroboro totalmente: Mesmo que eu não saiba o conteúdo a ser aprendido no futuro, o interesse e a curiosidade  de uma criança devem ser despertados. As crianças devem aprender a aprender. Refletir criticamente e abrir-se ao novo.

Por isso, desenvolva em seus filhos o grande desafio da curiosidade. E esse é um dos principais critérios que utilizo para a escolha de uma escolha, em especial na primeira infância: o estímulo à curiosidade e à construção autônoma do conhecimento.

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Certamente a educação como aprendemos até então, baseada na memorização e na repetição de conteúdo acabou. Em um mundo guiado pelo “Google”, acredito que não há mais espaço para o modelo tradicional de memorização e padronização de conteúdos.

Mas antes de começar a compartilhar a minha lista de critérios, é preciso ressaltar que não há modelo ideal quando se fala em educação, e sim, o que melhor se adapta aos valores, crenças e estilo de vida de cada família.

Por isso, para começar a criar a SUA LISTA, para que a família não fique perdida em meio a tantas opções tão diferentes, acredito que o primeiro passo seja: comece a elencar o que sua família não abre mão. Período integral? Espaço físico? Profissionais qualificados? Metodologia específica? Ensino de línguas? Proximidade de casa? Valores? Cursos extracurriculares? O que é realmente essencial para sua família nessa busca?

Assim, certamente você conseguirá eliminar muitas opções de escolhas disponíveis. Isso facilitará a sua busca e tornará suas visitas mais eficientes e produtivas.

 

A Minha Lista

Nesse processo, na busca por escolas a da minha filha, sempre constaram na minha lista os seguintes critérios:

Ambiente: limpo, organizado, claro e arejado, preferencialmente com área verde ao ar livre e espaço para banho de sol diário dos pequenos.

Acredito, ainda, que o ambiente deve ser agradável e estimulante na medida: nem muito nem pouco. A criança pequena precisa de estímulos, mas o excesso de estímulos gera confusão mental, estresse e ansiedade.

Lembro que, no Rio de Janeiro, quando buscava a primeira escola para a Lô, visitei um berçário caríssimo, onde se orgulhavam das mil opções de estímulos disponíveis para a criança. Quando entrei, assustei-me com o espaço: era um ambiente super colorido, com brinquedos por todos os lados, alguns que brilhavam e tocavam músicas que competiam com o barulho da televisão- que ficava ligada- passando desenhos educativos (segundo eles)-. Sério, até eu fiquei confusa em meio a tantos estímulos, imaginem os bebês que passavam todo o dia naquele espaço!

Saí daquele lugar com a certeza de que não era aquele ambiente que eu desejava para a minha filha. Acredito que, em especial para crianças pequenas, os estímulos devem ser apresentados de forma calma e ordenada. Se possível, em espaços alternativos, com mudança do ambiente ao longo do dia, de acordo com a atividade apresentada à criança.

Metodologia:  em minhas pesquisas, encontrei fundamento para uma percepção natural que o meu coração de mãe já apontava: Crianças pequenas são criativas por natureza e precisam de um ambiente que estimule a imaginação e favoreçam que a criatividade floresça de forma natural.

Nada melhor nessa fase do que o livre brincar e ele precisa ser valorizado, incentivado e preservado. brincando as crianças replicam e descobrem o mundo ao seu redor. 

É importantíssimo ainda que a criança se sinta livre para experimentar os mais deferentes estímulos sensoriais do ambiente. Crianças são verdadeiros cientistas e é fundamental que a escola dê liberdade para que elas explorem o seu espaço de forma autônoma. 

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Acredito na figura do professor como um mediador, alguém que apresenta algo novo e, permite que a criança construa o conhecimento de forma natural, não imposta, nem definida.

Como disse no início deste post, estamos preparando os nossos pequenos para um mundo que ainda não conhecemos. Quais serão os conhecimentos necessários para que nossos filhos sejam felizes e tenham sucesso na profissão que escolherem? Que profissões teremos daqui a 20 anos? O mundo está tão veloz e mutável, que, certamente, assim como eu, você não tem essa resposta…

Por isso, acredito verdadeiramente na criatividade, na capacidade de inovação e na iniciativa como habilidades essenciais para o futuro. Dessa forma, penso que nossos pequenos conseguirão construir qualquer nova habilidade que lhe seja requerida. Por isso, para minha família, buscamos metodologias que estimulem essas habilidades. Farei um post específico sobre os tipos de metodologia, mas já posso adiantar uma grande identificação com as metodologias montessoriana, construtivista e waldorf.

Nossa experiência em uma escola tradicional não foi das melhores. Não conseguimos nos adaptar ao formato conteudista, com boletim para uma criança de um ano e cinco meses, mas isso é papo para o próximo post.

Mas independentemente da metodologia escolhida pela sua família, acredito ser muito importante que a escola saiba explicar com clareza qual a metodologia e qual a proposta pedagógica é desenvolvida. E isso, você só conseguirá saber conversando “olho-no-olho” com os profissionais da escola.

Pela minha experiência- e, acredite, isso é mais comum do que você pode imaginar- se os profissionais começam a fugir da pergunta, gaguejar, ou ainda respondem com o clássico “nós não temos uma metodologia pré-definida, temos uma metodologia própria”, já elimino a instituição.

Profissionais: 

Em turmas com bebês, existe a figura da cuidadora, que nem sempre possui qualificação pedagógica. Mas acredito que a escola deve ter pelo menos uma professora qualificada por classe e, de preferência, com experiência no método desenvolvido pela escola.

Atenção especial à proporção entre o número de alunos e o número de professoras/ cuidadoras em sala.

Em minhas pesquisas, descobri que não há uma lei que determine uma relação de crianças e professores por sala. Até encontrei um parâmetro desejável pelo Conselho Nacional de Educação, que estabelece, no parecer do Conselho Nacional de Educação nº 28/1998): “uma professora ou um professor para cada 6 a 8 crianças de 0 a 2 anos; uma professora ou um professor para cada 15 crianças de 3 anos; uma professora ou um professor para cada 20 crianças acima de 4 anos”.

Mas, sinceramente, achei uma quantidade excessiva. Por isso, sugiro que siga o seu coração de mãe, analisando essa proporção, sem deixar de considerar que esse número deve ser proporcional ao tamanho das salas que ocupam, é claro!

Alegria das crianças:

Por fim deixei um dos meus mais importantes critérios, eu diria: visite a escola em horário de funcionamento normal e observe as crianças. Elas parecem felizes? 

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Se for possível ( algumas escolas não aceitam), apareça sem avisar e peça para visitar a escola. Acredito que o mais importante de tudo é  sentir a alma da escola. Ver como as crianças são tratadas, olhar nos olhinhos delas e ver se estão felizes no dia -a- dia é essencial.

Lembro que visitamos uma escola bilingue bem famosa em São Paulo  em um horário fora da rotina escolar e ficamos impressionados com o método e a organização, apesar de, no fundo,  ter sofrido um pouco com a frieza daqueles espaços em tons vermelho e branco.

Seguindo minha intuição, fiz questão de visitar a escola em um horário de aula e tive confirmada a minha percepção inicial… Achei as crianças tristes e até um pouco apáticas naquele ambiente. A preocupação com a língua parecia estar acima do ser criança e ter espaço para o livre brincar. Naquele momento tive a certeza que não queria a minha filha naquele lugar…

Por isso, encerro este post com a maior de todas as dicas: AVALIE TODOS OS CRITÉRIOS COM CAUTELA, MAS, POR FIM, SIGA O SEU CORAÇÃO DE MÃE! ELE SEMPRE SABE O QUE DIZ! 🙂

No próximo post falo sobre as nossas experiências com as diferentes metodologias.

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E aí? Gostou deste post?

Qual a sua experiência nessa busca por escolhas para os pequenos? Tem alguma dica? não esqueça de deixar o seu comentário!

e, Se gostou, deixe o seu “like” e compartilhe o texto com os amigos que também estão à procura de uma escola para os seus pequenos.

Um grande beijo!

Pri Guerreiro

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4 Comentários

  1. Denise Gardilin Simon • em 17 de outubro 2017

    Boa noite! Caramba, esse post veio a calhar! Estou passando por essa pesquisa de escolas e como moro em Arujá, comecei a cogitar a hipótese de escolher alguma escola infantil em Guarulhos. Você poderia me dizer em qual escola vocês tiveram sua experiência e como foi? Procuro uma escola infantil com método construtivista e recebi algumas boas indicações na cidade! Mas me identifiquei com sua opinião e gostaria de termais detalhes! Estou aguardando ansiosamente pelos próximos posts sobre o assunto! Um forte abraço!

    • Priscila Guerreiro • em 17 de outubro 2017

      Oi Denise! Fico muito feliz que tenha gostado do post e que ele possa te ajudar de alguma forma. Arujá é pertinho mesmo! Em Guarulhos, em matéria de escola para os pequenos, só indico uma escola: o Pathernon (sede: Bom Clima), que foi a escola construtivista que a Lola estudou e que amamos! Prefiro não comentar sobre as outras que visitei… Sugiro que faça uma visita à escola, converse bastante com a coordenadora e tire todas as suas dúvidas. Ah! Se possível, faça a visita em horário de aula para sentir a escola e ver como as crianças são felizes lá. Eu adorei! A Lô fala da escola até hoje com muito carinho… Eu também gostei muito de uma Escola chamada Jardim Encantado- Augusto Ruchi, que também é construtivista e vale a visita, mas ela ficava um pouco longe de onde morávamos e não conseguimos fechar a logística de transporte. Por isso a descartamos da lista, mas parecia ser muito boa. Vale analisar. Espero ter ajudado! Grande beijo, Pri.

  2. Denise Gardilin Simon • em 19 de outubro 2017

    Oi Pri, não sabe o quanto ajudou! Haviam me indicado umas 4 escolas com o método construtivista em Guarulhos e a Parthenon foi a que mais me identifiquei pelo site! E agora vc me dando esse feedback, fiquei mais contente ainda por ter essa boa referência. Obrigada por compartilhar suas experiências, principalmente esclarecendo um assunto tão importante para a vida dos nossos pequenos! Virei fã! 😘😘😘

    • Priscila Guerreiro • em 20 de outubro 2017

      Que delícia de feedback!!Fico muito feliz em ter ajudado! Muito obrigada, Denise! 🙂

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