28 maio 2017

Bariloche com crianças! – Nosso relato de viagem- Parte 3

Na Toca com a Lola | Passeios e viagens com crianças

Chegamos à última parte do relato da nossa viagem a Bariloche e arredores. Tem vulcão, passeio de barco, neve, passeio na floresta,… muita dica bacana e histórias inesquecíveis fechando essas nossas férias. Já estamos com muita saudade!!

Esperamos que vocês gostem e se inspirem! Prontos para continuar a nossa viagem?

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favicon 5º dia : Cerro Otto

Meio da viagem. Depois de dias repletos de aventuras, resolvemos fazer uma programação mais light e conhecer o Cerro Otto, que fica a apenas 4 quilômetros do centro de Bariloche.

Aliás, pensar no equilíbrio da programação é uma grande dica quando se viaja com crianças.

Apesar de não ter pistas para a prática esportes de tradicionais de inverno  como o ski e o snowboard, o Cerro Otto é conhecido por suas pistas de “esquibunda” (descer porções da montanha apoiado em boias ou suportes) e por a sua Confeitaria Giratória.

Como não tinha neve, sabíamos que nosso passeio seria mais contemplativo e essa era a ideia mesmo. A proposta era subir de teleférico, almoçar na Confeitaria giratória, desfrutar da bela vista panorâmica de 360 ° da cidade e apreciar o lago Nahuel Huapí.

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A Lola amou subir de bondinho!

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Realmente, estar em uma confeitaria giratória é algo bem diferente! Um barato!

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Quanto ao almoço… Bem, digamos que você não pode esperar muito de nenhuma dessas confeitarias no alto dos cerros. A ideia é mesmo tomar um chocolate quente para amenizar o frio. Portanto, não espere nada muito além disso. O almoço não vai deixar saudade… Mas, ok! Valeu pelo programa. Sigamos.

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Uma vantagem oferecida pelo Cerro Otto é o transporte gratuito, que parte do centro de Bariloche. Então, se você está por lá e não está de carro, nem pense em contratar um passeio turístico para o Cerro Otto. Os ônibus, que saem das ruas Mitre e Quaglia (bem no Centro Cívico), são uma ótima opção.

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Fechamos o dia provando os mais deliciosos chocolates da cidade. As melhores chocolaterias ficavam na rua Mitre- a rua do nosso hotel. Deu para conhecer todas! A minha sorte é que eu não sou tão fã de chocolate assim, ou estaria perdida!! 🙂

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favicon 6º dia : Puerto Varas- Chile 

Chega de calmaria. Dia de aventura!

Decidimos conhecer a cidade de Puerto Varas, no Chile, que fica a cerca de 5 horas de Bariloche. Pé na estrada! 🙂

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Para fazer esse passeio, sabíamos que, por mudar de país, teríamos que nos adaptar a outras exigências ( Acredite: o Chile é MUITO mais regrado e exigente que a Argentina!).

Vou tentar resumir para não me alongar muito: Se quiser cruzar a fronteira, você precisará de uma autorização formal da locadora de veículos e das “cadenas”, aquelas correntes que colocam nos pneus como medida de segurança em caso de neve.

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Infelizmente, esse foi o nosso único estresse da viagem. 🙁 Apesar de termos solicitado 3 vezes, a locadora não nos forneceu as tais “cadenas”, alegando que não  seria necessário pois não estávamos no inverno. Resultado? Para conseguir cruzar a fronteira com o Chile, tivemos que voltar 30 km e comprar as tais cadenas (cerca de R$ 300,00) porque elas foram exigidas  na aduana.

Quem me conhece deve imaginar que não ficou por isso mesmo, né? Mas no final do post eu conto como terminou essa história. Sigamos!

A viagem é DESLUMBRANTE!! Sério, as paisagens que vimos entraram no rol das mais lindas da vida! O caminho é realmente encantador!

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Também é possível fazer essa viagem de barco/ ônibus, por meio do passeio turístico chamado Cruce Andino ou Cruce dos 7 Lagos. Como estávamos com a Lola e o passeio dura o dia inteiro, achamos que seria muito cansativo para ela. Por isso, optamos pelo conforto do carro.

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No meio do caminho entre as aduanas da Argentina e do Chile, passamos por um parque natural no meio da Cordilheira dos Andes e, de repente, tivemos a nossa grande surpresa da viagem. Do nada, a paisagem mudou e ficou assim:

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Parecia que tínhamos entrado em um portal. Ficamos perplexos!  Não esperávamos ver uma cena assim. Não no meio da estrada, em pleno outono. Um belo presente da viagem!

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Chegamos em Puerto Varas por volta das 16:30 h. Sinceramente, a cidade em si não tem nada demais… Mas, realmente, a visão do vulcão Osorno é algo impactante e belíssimo. Valeu a visita!

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Essa era a visão do nosso quarto. Deslumbrante!

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O resto do dia foi de descanso no hotel. À noite, como estávamos no Chile, resolvi matar a saudade do meu prato favorito: risoto de frutos do mar. Escolhemos o Restaurante Casavaldes e amamos!!! favicon Um dos melhores risotos que já comi na vida!

Como o ambiente é mais sofisticado, estávamos receosos pois a Lola dormiu muito na viagem e estava cheia de energia. Mas ela ficou muito bem vendo seus vídeos. Como sempre digo: não dá para ser radical! Eletrônico no momento certo tem seu valor! 🙂

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No outro dia, logo cedo, fomos enfim conhecer o Vulcão Osorno. O legal é que dá para chegar de carro até o ponto onde está a Confeitaria. Dali, se não estiver ventando muito, dá para subir de teleférico até o ponto mais alto.

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Antonio morre de vergonha, mas vou postar esta foto nossa no vulcão assim mesmo- Eu amei! 🙂 Se ela sumir do post, vocês já sabem o motivo…kkk

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favicon 7º dia : PASSEIO DE BARCO- ISLA VICTORIA E BOSQUE ARRAYANES 

Retornamos a Bariloche e tinhamos que decidir o que fazer no dia seguinte: Cerro Tronador ou um passeio de barco. Ficamos bem na dúvida, mas como já tínhamos visitado muitos cerros, optamos por algo diferente. Decidimos pelo passeio de barco e adoramos.

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O passeio dura das 14:00h às 18:30h e é uma delícia. O barco é confortável e possui até uma cafeteria. Ah! O barco é fechado, o que nos protege do frio e dá mais segurança para as crianças. Lorena curtiu demais!!!

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O Bosque Arrayanes é lindo, lindo! Dizem, inclusive que foi o local de inspiração para a criação do bosque do filme Bambi. Paseo_177895344-300x225

Lorena amou o clima diferente e lúdico do lugar! Em especial, a casinha de madeira onde fica a cafeteria. O lugar tem uma decoração que parece ter saído de um conto de fadas. Lola adorou a lareira e jurou que o lobo mau tentou entrar por ela. Foi o único lugar que ela saiu chorando porque não queria ir embora 🙂

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Depois, seguimos para a próxima parada, a Isla Victória. Outro lugar belíssimo, com árvores gigantescas e um clima encantador de filme!

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Lorena corria feliz da vida…Quando percebi, ela estava abraçando e beijando as árvores. Ficamos emocionados! favicon

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O dia estava terminando e tínhamos que devolver o carro na locadora. Lembram daquele problema com as “cadenas” que contei lá no início do post? Pois é, vamos ao final da história…

Ao devolver o carro, contamos o ocorrido, trouxemos a nota fiscal com as cadenas lacradas. Informamos que na aduana informaram que elas eram obrigatórias por lei e que, por isso, deveriam fazer parte de qualquer carro alugado. Assim, considerando que foi um erro não as terem fornecido,  pedimos que eles ficassem com elas e abatessem o valor da nossa diária.

Para a nossa surpresa, a locadora disse que o erro foi nosso de ter comprado e não aceitaram a nossa proposta, mesmo depois de todas as provas que demos de que o erro tinha sido deles.

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Resolvemos então fazer uma doação das cadenas para a polícia mais próxima. E aproveitamos para fazer um boletim de ocorrência, anexando todas as provas, é claro!

Acredito que eles agora vão pensar duas vezes antes de fazer mais um brasileiro de trouxa… Mas, só para garantir e evitar que isso ocorra novamente, é bom registrar: Não indicamos a locadora de veículos Cactus.

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favicon 8º dia : Buenos aires

Dia de retorno a Buenos Aires. O voo atrasou 2 horas (sem qualquer aviso da LATAM), o que foi mais chato do que deveria pois o aeroporto de Bariloche é muito fraco. Nem restaurante tem. Almoçamos no único lugar existente, uma cafeteria de péssima qualidade. Mas tudo bem! A gente pediu um vinho e estava tudo certo!

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Em Buenos Aires, ficamos em Palermo (que eu adoro!), no Vain Boutique Hotel. O escolhi pelo charme e pela localização: por ser próximo ao La Cabrera, restaurante que amamos e já faz parte da nossa história (apesar de, pela primeira vez, não termos gostado muito da carne).

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No outro dia, acordamos cedo, tomamos o melhor café da viagem no Vain e dali partimos direto para o aeroporto. 

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Amamos a viagem!

Hasta luego, Argentina!

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E vocês, gostaram do post? Compartilhem com a gente a sua opinião! e, Se gostaram, não se esqueçam de curtir e de nos ajudar a divulgar para que a toca continue inspirando mais e mais famílias!

Grande beijo!

Pri Guerreiro favicon

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6 Comentários

  1. Danielle • em 13 de outubro 2018

    Bom dia! Estou planejando ir a Bariloche com duas bebês de 1 ano. Vale a pena ir a Isla Victoria com bebês tão pequenas? O barco tem trocador e um lugar onde possamos dar comida pra elas? Obrigada! Seus posts estão nos ajudando muito!

    • Priscila Guerreiro • em 17 de outubro 2018

      Oi Danielle! Você é do meu time! Corajosa e com disposição para viagens com crianças pequenas! TAMO JUNTA! 🙂 Então, o barco é muito bom e confortável, com uma estrutura ótima! Tem cafeteria interna e é fechado na parte inferior. Não cheguei a ver se tem trocador, mas você consegue trocá-las tranquilamente no sofá do barco onde sua família ficará.É bem confortável. Lá também você consegue dar comida tranquilamente, acredite. Se vale a pena ir com crianças tão pequenas? Bom, aí é bem relativo. Dá, dá. Mas vai depender mais da sua disposição e do seu marido em carregá-las no canguru. O passeio é lindo e não se anda tanto, mas acredito que vocês aproveitarão mais que elas. A dica é só fazer o passeio se o tempo estiver realmente bom porque é um passeio a céu aberto e realmente complica com frio e chuva. Grande beijo! Pri

  2. Mirela Costa • em 20 de dezembro 2018

    Tudo bem! Adorando as dicas! Estamos pensando em ir a Bariloche no próximo inverno com nossos filhos que terão 5 e 6 anos na época da viagem. Nosso grande problema é com a alimentação. O mais velho come massa, pizza, mas a caçula só come comida com feijão. É possível encontrar feijão por lá? Obrigada!

    • Priscila Guerreiro • em 20 de dezembro 2018

      Nós não encontramos feijão por lá… O máximo que conseguimos para criança foi um macarrão à bolonhesa, carne ou frango, purê de batatas e legumes no vapor. Inclusive, lembro de pensarmos em considerar alugar um apartamento da próxima vez só para poder cozinhar o feijãozinho dela…

  3. Thammy • em 17 de maio 2019

    Olá!!! Adorei seu relato! Tb viajo com minha filha desde cedo. Com 1 ano fizemos uma eurotrip com ela..hehehe.. Agora tem 3 anos e vamos para Bariloche. Sua filha no teleférico do Cerro campanário foi sem o canguru? Não uso mais com minha filha e queria ver se consigo subir com ela. Viu crianças subindo?

    • Priscila Guerreiro • em 26 de maio 2019

      Oi Tammy! Sim, ela foi sem canguru, no colo do pai. Sinceramente, eu também achei um pouco inseguro porque é aberto. Mas vi várias crianças. Não acredito que tenham histórico de problemas. Mas, de todo modo, com canguru é mais garantido,m né? 🙂 Depois me conte como foi! 😉 Bjs

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